A Beleza do Pentecostalismo e a Necessidade da Herança Reformada
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O Pentecostalismo Bebeu na Fonte da Reforma

A autoridade das Escrituras, a justificação pela fé e a centralidade de Cristo em nossa herança comum.

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O Pentecostalismo bebeu na fonte da Reforma

Se olharmos com atenção para as convicções que sustentaram o Pentecostalismo em suas origens, veremos devedores diretos da Reforma Protestante. Não é exagero dizer que, sem a Reforma, não haveria o Pentecostalismo como o conhecemos.

A autoridade suprema das Escrituras

O princípio da *Sola Scriptura* — a Bíblia como autoridade suprema em matéria de fé e prática — é um dos pilares da Reforma e também um dos pilares do Pentecostalismo histórico. Os primeiros pentecostais eram pessoas da Bíblia. Eles liam, memorizavam, pregavam e defendiam a Palavra. A crença em experiências espirituais nunca substituiu a Escritura; pelo contrário, era subordinada a ela. A Assembleia de Deus, desde sua Declaração de Fé, afirma a inspiração verbal das Escrituras e sua autoridade infalível.

É verdade que, em algumas expressões mais extremadas do movimento, a experiência acabou sobrepondo-se à Escritura. Mas isso é uma traição ao Pentecostalismo clássico, não a sua essência. A herança reformada nos chama a corrigir esse desvio, lembrando que toda experiência deve ser provada à luz da Palavra. E essa correção é um ato de amor, não de hostilidade.

A justificação pela fé

Martinho Lutero ensinou que a justificação é o artigo pelo qual a igreja permanece ou cai. A redescoberta de que o pecador é declarado justo diante de Deus somente pela graça, mediante a fé em Cristo, sem as obras da Lei, foi o coração da Reforma. E essa mesma convicção pulsava no peito dos primeiros pentecostais. Eles não pregavam uma salvação por emoções, dons ou méritos pessoais, mas por graça, mediante a fé no sacrifício de Jesus.

Pois pela graça sois salvos, mediante a fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.

Efésios 2.8-9

Quando um pentecostal genuíno proclama que a salvação é pela graça, ele está ecoando Lutero, Calvino e, acima de tudo, o apóstolo Paulo. Não há antagonismo aqui. Há continuidade. E quanto mais o Pentecostalismo retornar a essa âncora, mais forte será seu testemunho.

A pregação expositiva e a centralidade de Cristo

A Reforma devolveu a Bíblia ao povo e a pregação ao centro do culto. Os reformados são conhecidos por sua dedicação à exposição sistemática das Escrituras. Os pentecostais, por sua vez, são conhecidos pela paixão na pregação. O ideal é a união dessas duas coisas: uma pregação que seja ao mesmo tempo fiel ao texto bíblico e fervorosa no espírito. Um sermão sem conteúdo bíblico é vazio; um sermão sem fogo espiritual é frio. A igreja precisa de ambos.